A busca por Reconhecimento e Aprovação



O esquema de Busca de Aprovação e Reconhecimento tem tudo a ver com aparências e opiniões de outras pessoas. Pode ser mais fácil pensar que estamos falando de alguém superficial, mas uma pessoa com um esquema de Busca de Aprovação e Reconhecimento se envolveu profundamente e foi afetada pela ideia de que o amor precisa ser conquistado de outras pessoas, que não é algo que eles merecem ou têm direito, e que eles mesmos não podem preencher esse vazio.


O esquema de Busca de Aprovação e Reconhecimento geralmente surge na infância, quando as crianças sentem que os pais ou outras figuras importantes em suas vidas só demonstram amor ou afeição quando a criança está se comportando de determinada maneira.


Às vezes, a Busca de Aprovação e Reconhecimento, inclui uma ênfase excessiva em status, aparência, aceitação social, dinheiro ou realização – como meio de obter aprovação, admiração ou atenção. Frequentemente resulta em grandes decisões de vida que não são autênticas ou são insatisfatórias; ou em hipersensibilidade à rejeição.


Claro, não há nada de errado em querer que os outros pensem bem de nós. A busca por aprovação só se torna um problema quando atrapalha algo mais importante. O Dr. Young (fundador da Terapia Focada em Esquemas) e colegas descrevem pessoas com esse esquema buscando aprovação “às custas de satisfazer suas necessidades emocionais básicas e expressar suas inclinações naturais”.


Superando um Esquema de Busca de Aprovação e Reconhecimento

O problema chave em um esquema de Busca de Aprovação e Reconhecimento é a incapacidade de nos sentirmos emocionalmente autossuficientes, de sermos felizes com quem somos. Quando aprendemos essa habilidade quando crianças, ganhamos uma sensação de que valemos a pena e somos bons por causa do amor dos nossos pais. Se uma criança está fortemente convencida da importância de seus pais (como a maioria das crianças parece estar), então as atitudes dos pais em relação a nós parecem ser a pista mais importante que podemos dar sobre nosso próprio valor.


Mas se essa habilidade não for desenvolvida na infância, ainda podemos desenvolvê-la como adultos. Como é o caso de muitos tipos de mudança pessoal, muitas vezes um bom terapeuta cognitivo pode ser de grande ajuda e, embora a autoestima não seja algo que possamos provar indiscutivelmente, é algo que podemos demonstrar a nós mesmos.


Quando nos concentramos nas coisas que realizamos e das quais nos orgulhamos, ou nas coisas em nossas vidas que estamos felizes por ter, é mais provável que nos sintamos bem com quem somos do que se gastássemos muito tempo revisando o que vemos como erros, deficiências e falhas.


Isso não quer dizer que devemos ignorar quaisquer pensamentos negativos que possamos ter sobre nós mesmos, mas certamente é um aviso de que deixar pensamentos negativos sobre nós mesmos se tornarem ideias distorcidas é especialmente prejudicial à nossa capacidade de sermos emocionalmente autossuficientes. Uma coisa é dizer “esqueci de fazer o que prometi, isso é um problema”. Outra é dizer “esqueci de fazer o que prometi: sou muito burro” (rotulagem) ou “nunca faço o que digo que vou fazer” (supergeneralização) ou “esqueci de fazer essa tarefa, agora todo mundo pensa que sou um idiota” (leitura mental).


Assim, esse processo de construção de um senso de self tem duas partes: refletir conscientemente sobre coisas boas sobre nós mesmos e em nossas vidas, e estar ciente de nossos processos de pensamento para poder impedir que ideias distorcidas se formem regularmente. Com o tempo, isso fica mais fácil, e nosso senso de self muda.



Esta postagem não substitui a psicoterapia.

Procure um profissional da área para ajudá-lo.


Ivana Siqueira

Psicóloga Clínica

CRP 05|40028


Rio de Janeiro - RJ

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